
O senador Rodrigo Pacheco (PSD) afirmou nesta sexta-feira, 20 de março, que a possibilidade de integrar o Supremo Tribunal Federal (STF) ficou no passado. Ao mesmo tempo, indicou que deve deixar o PSD, diante de divergências com o rumo adotado pela legenda em Minas Gerais.
As declarações foram dadas durante agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Refinaria Gabriel Passos, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde o senador falou sobre os próximos passos de sua trajetória política.
Sobre o STF, Pacheco foi direto ao classificar o tema como superado. No ano passado, ele chegou a ser cogitado para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, mas o presidente optou pelo então advogado-geral da União, Jorge Messias. Agora, o senador afirma que esse capítulo está encerrado.
No campo partidário, o tom foi de distanciamento. Pacheco disse que há uma tendência de deixar o PSD por não concordar com a condução da sigla em Minas. Segundo ele, o estado precisa de mudanças profundas para retomar o desenvolvimento, enquanto o partido seguiu um caminho diferente. Apesar disso, evitou ataques e ressaltou que a legenda continua no campo democrático, citando o presidente nacional Gilberto Kassab.
O senador não revelou para qual partido pretende migrar, mas confirmou que recebeu convites e que deve decidir até o fim da janela partidária, em 4 de abril.
A movimentação ocorre em meio à reorganização política em Minas. O PSD filiou o vice-governador Mateus Simões, que deve disputar o governo estadual nas eleições de outubro, diante da saída do governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República. O reposicionamento da legenda inviabilizou uma possível reaproximação com o PT no estado.
Nos bastidores, Pacheco é apontado como o principal nome defendido por Lula para concorrer ao governo de Minas e garantir um palanque competitivo no segundo maior colégio eleitoral do país. O senador, no entanto, mantém cautela e evita confirmar candidatura, embora admita que voltou a discutir sua permanência na política após cogitar deixar a vida pública ao fim do mandato, em 2026.
Durante a agenda em Betim, que contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o foco oficial foi o anúncio de novos investimentos no estado. A estatal prevê aplicar R$ 3,8 bilhões na refinaria até 2030, com potencial de chegar a R$ 9 bilhões em dezanos, incluindo projetos de expansão e transição energética.
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