
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou, nesta quarta-feira (18), a quebra de sigilo bancário e fiscal do fundo de investimentos Arleen, que já foi sócio do resort Tayayá, localizado no Paraná. A medida integra as investigações sobre uma estrutura suspeita de fraudes financeiras.
O fundo Arleen é apontado como parte de uma rede sob investigação e dividia o controle do empreendimento com a empresa Maridt, ligada à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. O próprio ministro confirmou que integra o quadro societário da empresa.
Em nota, Toffoli afirmou que seus irmãos venderam parte da participação ao fundo em 2021. Ele também declarou que nunca soube quem era o gestor do Arleen e negou qualquer relação de amizade com o investigado Daniel Vorcaro.
Além da quebra de sigilo, a CPI aprovou a convocação da empresária Martha Graeff para prestar depoimento. A decisão atendeu a pedidos dos senadores Marcos do Val e Alessandro Vieira, com base em mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF).
A CPI do Crime Organizado investiga a atuação de grupos suspeitos de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro, com foco em estruturas que utilizariam fundos de investimento para ocultar a origem de recursos. A quebra de sigilo é considerada uma das principais ferramentas da comissão para aprofundar as apurações e rastrear possíveis irregularidades.
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