
O jovem Arthur Henrique, de 24 anos, foi sepultado na manhã desta segunda-feira no cemitério Terra Santa, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante o velório, a mãe do rapaz, Rosângela Aparecida da Costa, falou sobre a dor da perda e relembrou a trajetória do filho, conhecido na região por ajudar quem precisava.
“É uma dor que não dá nem para mensurar. Nunca imaginei que eu fosse passar por isso. A gente vê acontecer com os outros, mas não imagina que vai ser com a gente”, disse.
Rosângela contou que mora em Contagem, mas que Arthur nasceu e foi criado em Sabará, onde era bastante conhecido no bairro General Carneiro. Segundo ela, o filho mantinha uma relação próxima com moradores e comerciantes da região.
“O Arthur sempre foi uma criança meiga, carinhosa, simples e humilde. Nós viemos de uma família humilde, mas ele sempre procurou fazer o bem e ajudar o próximo. Era um menino muito querido aqui”, afirmou.
A mãe também destacou que o jovem sempre demonstrou vontade de trabalhar e buscar oportunidades desde cedo.
“Desde os nove anos ele queria trabalhar como menor aprendiz. Muitas pessoas ajudaram e apoiaram ele ao longo da vida”, contou.
Mesmo diante da perda, Rosângela disse que busca conforto na fé. Segundo ela, o filho morreu tentando ajudar outras pessoas durante o temporal.
“A gente tenta se acalentar pensando que ele está nos braços do Senhor. Ele morreu como um herói, ajudando as pessoas. Era isso que ele gostava de fazer”, disse.
Desaparecimento
Arthur Henrique foi arrastado por uma enxurrada durante um temporal que atingiu Sabará no dia 9 de março.
De acordo com relatos, o jovem ajudava moradores a escoar a água acumulada quando o solo cedeu e ele foi surpreendido pela força da água, sendo arrastado por uma estrutura subterrânea.
O corpo do jovem foi localizado na tarde da última sexta-feira em uma draga de areia no Rio das Velhas, em Jaboticatubas, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Para a mãe, os dias de buscas foram marcados por angústia e esperança.
“Foram dias muito difíceis. Como mãe, a gente sempre tem esperança de encontrar o filho vivo. Mas eu agradeço a Deus por ele ter sido encontrado, para que a gente não ficasse naquela agonia de não saber onde ele estava”, afirmou.
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