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Câmara de BH aprova internação involuntária de dependentes químicos em segundo turno

Projeto do vereador Bráulio Lara (Novo) segue agora para sanção ou veto do prefeito Álvaro Damião (União Brasil)

12/03/2026 às 09h46
Por: Vitória Carneiro
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Divulgação: Portal CMBH
Divulgação: Portal CMBH

Projeto do vereador Bráulio Lara (Novo) segue agora para sanção ou veto do prefeito Álvaro Damião (União Brasil)

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, nesta quarta-feira (11), em votação definitiva de segundo turno, um projeto de lei que permite a internação involuntária de dependentes químicos na capital mineira. A medida prevê a possibilidade de tratamento mesmo sem o consentimento do paciente.

O Projeto de Lei 174/2025 é de autoria de Bráulio Lara (Novo), vereador de Belo Horizonte, e tem como foco pessoas em situação de rua que enfrentam dependência de substâncias químicas.

Durante a tramitação, o texto original recebeu alterações por meio de um substitutivo apresentado pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Regras para internação

Com a nova redação aprovada, a internação involuntária poderá ser solicitada por familiares ou responsáveis legais. Na ausência deles, o pedido poderá ser feito por profissionais das áreas de saúde ou assistência social.

A versão final do projeto exclui a possibilidade de solicitação por agentes da segurança pública.

O texto também determina que a internação deve ter autorização médica e prazo máximo de até 90 dias, além de comunicação obrigatória aos órgãos de fiscalização competentes.

Debate no plenário

O projeto gerou debates entre os vereadores durante a tramitação. Para o autor da proposta, a medida cria uma alternativa de tratamento para pessoas que vivem nas ruas e não conseguem buscar ajuda por conta própria.

Segundo Lara, muitos dependentes químicos em situação de vulnerabilidade não têm condições de decidir sobre o próprio tratamento e precisam de políticas públicas que garantam cuidado e acompanhamento.

Por outro lado, entidades e especialistas também manifestaram críticas à proposta, incluindo o Conselho Regional de Psicologia, que questionou aspectos da internação involuntária.

Após a aprovação na Câmara, o projeto segue agora para análise do prefeito Álvaro Damião (União Brasil), que poderá sancionar ou vetar a proposta.

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