
Pinturas rupestres localizadas no interior do Parque Nacional da Serra do Cipó foram alvo de vandalismo nesta semana, em um caso considerado “extremamente grave” pela administração da unidade de conservação. As imagens dos danos não foram divulgadas.
Segundo a gestão do parque, os registros arqueológicos representam a presença humana ancestral no território e têm valor histórico, cultural e científico. Em nota, a administração ressaltou que a depredação não afeta apenas a rocha, mas atinge “uma memória coletiva e um patrimônio que pertence a todos”.
O caso configura crime contra o patrimônio cultural e contra unidade de conservação federal, conforme previsto na legislação ambiental brasileira. As penalidades incluem reclusão, multa e a obrigação de reparar integralmente os danos causados.
Até o momento, nenhum suspeito foi identificado. A administração informou que abriu processo administrativo interno e que os órgãos competentes serão acionados para conduzir a investigação e responsabilizar os autores.
Além das sanções penais, os responsáveis também podem sofrer penalidades administrativas, com multas que podem alcançar valores elevados, conforme previsto em decreto federal.
A gestão do parque afirmou que adotará postura rigorosa diante de casos semelhantes e reforçou o pedido de colaboração da população. Informações que possam ajudar na apuração podem ser encaminhadas por e-mail à administração da unidade, com garantia de sigilo ao denunciante.
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