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Delegada e marido que usava viatura da Polícia Civil passam por audiência após prisão em flagrante em BH

Advogado foi detido ao dirigir carro oficial na faixa exclusiva do Move; investigação aponta suspeitas de uso indevido de bem público e histórico de crimes financeiros.

11/03/2026 às 14h50
Por: Marina Menta
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Imagem: Reprodução I Agência de Minas
Imagem: Reprodução I Agência de Minas

Uma delegada da Polícia Civil de Minas Gerais e o marido dela, um advogado, devem passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (11), após serem presos em flagrante em Belo Horizonte.

O caso veio à tona depois que o homem foi abordado dirigindo uma viatura descaracterizada da corporação na pista exclusiva para ônibus e veículos oficiais da avenida Antônio Carlos, na região da Pampulha.

A prisão ocorreu na terça-feira (10), durante uma blitz realizada pela Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais na avenida Antônio Carlos, uma das principais vias da capital mineira.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais identificaram um veículo com as características denunciadas e determinaram a parada do motorista.

Ao ser abordado, o condutor se apresentou como advogado e mostrou a carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A verificação confirmou que o carro era uma viatura descaracterizada da corporação e fazia parte da frota oficial da Polícia Civil. Como o motorista não é servidor público, ele foi preso em flagrante.

As investigações indicaram que o veículo estava vinculado à delegacia onde a esposa do advogado atua como delegada, em São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Diante da suspeita de uso indevido de um bem público, a policial também foi conduzida à Corregedoria e teve a prisão em flagrante ratificada sob suspeita do crime de peculato, quando um servidor público utiliza recursos do Estado em benefício próprio ou de terceiros.

Após os procedimentos iniciais, o advogado foi encaminhado ao sistema prisional, enquanto a delegada foi levada para a Casa de Custódia da Polícia Civil.

Segundo a apuração da corporação, a investigação começou após denúncias anônimas recebidas em fevereiro, inclusive por meio da Ouvidoria do Estado. Os relatos indicavam que o advogado utilizava a viatura para se deslocar ao trabalho.

Além do uso irregular do veículo oficial, o advogado também é citado em registros e investigações relacionadas a suspeitas de agiotagem e estelionato.

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