
A abertura da janela partidária nesta semana iniciou uma intensa movimentação nos bastidores da política em Minas Gerais.
Deputados estaduais, federais e vereadores de Belo Horizonte avaliam trocar de legenda sem risco de perder o mandato, estratégia comum às vésperas das eleições de outubro.
A chamada janela partidária começou nesta quinta-feira (5) e segue até 3 de abril. Nesse intervalo, parlamentares eleitos pelo sistema proporcional, como deputados e vereadores, podem mudar de partido sem sofrer punição por infidelidade partidária.
A regra é prevista na legislação eleitoral e costuma desencadear uma série de negociações políticas a cada ano eleitoral.
Nos bastidores da política mineira, já circulam possíveis trocas envolvendo deputados estaduais. Entre os nomes citados está o de Betinho Pinto Coelho (PV), que pode deixar a legenda, além de Adalclever Lopes, que avalia uma saída do PSD.
Ao mesmo tempo, o PSD busca compensar eventuais perdas e conversa com parlamentares de outras siglas, como Bosco (Cidadania) e Enês Cândido (Republicanos).
Outro movimento em análise envolve Lud Falcão, que declarou que deve deixar o Podemos, embora ainda não tenha definido qual será o novo partido.
Já a deputada Maria Clara Marra (PSDB) também é apontada como possível participante dessa reconfiguração partidária.
A reorganização partidária não se limita à Assembleia Legislativa. Na Câmara dos Deputados, parlamentares mineiros também avaliam trocar de legenda.
Entre as articulações, estão as conversas de André Janones, atualmente no Avante, com a Rede Sustentabilidade, e da deputada Greyce Elias, que pode migrar para o PL.
Já Weliton Prado discute a possibilidade de deixar o Solidariedade para ingressar no PSD, enquanto Duda Salabert mantém diálogo com o PSOL sobre eventual filiação.
Segundo dirigentes partidários, muitas dessas negociações ainda não estão definidas e dependem de estratégias eleitorais para a formação de chapas competitivas.
Embora a janela partidária seja destinada principalmente aos parlamentares eleitos pelo sistema proporcional, o período até abril também se torna decisivo para outros políticos que pretendem disputar as eleições deste ano.
Pela legislação eleitoral, qualquer candidato precisa estar filiado a um partido pelo menos seis meses antes da votação.
Assim, lideranças que desejam entrar na disputa ou voltar à cena política precisam definir suas filiações até esse prazo.
As eleições de 2026 estão marcadas para 4 de outubro e escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados estaduais e federais em todo o país.
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