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Banqueiro Daniel Vorcaro é transferido para presídio no interior de São Paulo

Dono do Banco Master foi preso em nova fase de operação da Polícia Federal que investiga esquema bilionário de fraudes financeiras

05/03/2026 às 13h40
Por: Cristiane Cirilo
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(Foto: Reprodução/Esfera Brasil)
(Foto: Reprodução/Esfera Brasil)

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido na manhã desta quinta-feira (5) para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. A transferência ocorreu após ele passar a noite no Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.

Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) durante uma nova fase da operação da Polícia Federal que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o banco. O cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, também foi detido e levado para a mesma unidade prisional.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, o transporte foi realizado por volta das 7h30 em uma viatura adaptada para transferência de presos. Ao chegar à penitenciária, Vorcaro foi encaminhado para uma cela de isolamento, procedimento padrão adotado nos primeiros dias após a entrada no sistema prisional.

A investigação aponta indícios de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. De acordo com os investigadores, o esquema também envolveria acesso ilegal a sistemas de órgãos como a própria Polícia Federal e o Ministério Público, além de suspeitas de pagamento de propina a servidores do Banco Central do Brasil.

Os investigadores também citam a existência de um grupo privado de intimidação e espionagem, chamado de “A Turma”, que teria sido utilizado para pressionar adversários e monitorar alvos de interesse.

A nova fase da investigação faz parte da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades financeiras relacionadas à venda de títulos de crédito considerados fraudulentos.

A defesa de Vorcaro afirma que o banqueiro sempre esteve à disposição das autoridades e nega qualquer irregularidade na condução dos negócios do Banco Master. Segundo os advogados, ele confia que o esclarecimento dos fatos demonstrará a legalidade de sua atuação.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens ligados aos investigados, medida que busca impedir a movimentação de recursos possivelmente associados às práticas investigadas.

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