
O anúncio de reajuste salarial para o funcionalismo público mineiro feito pelo governador Romeu Zema, nesta segunda-feira (2), gerou reação imediata de sindicatos e entidades de servidores em Minas Gerais. Após a divulgação do índice de 5,4% de recomposição, representantes da categoria classificaram o percentual como insuficiente e mantiveram o calendário de mobilizações, incluindo a greve dos trabalhadores da educação.
O reajuste linear deve alcançar cerca de 673 mil servidores ativos, inativos e pensionistas da administração pública mineira. A proposta prevê pagamento retroativo a 1º de janeiro de 2026, com impacto estimado de aproximadamente R$ 3,4 bilhões por ano na folha do Estado.
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), que representa profissionais da rede estadual de ensino, afirmou que o índice anunciado não recompõe as perdas acumuladas nos últimos anos. Segundo a entidade, a categoria reivindica uma recomposição salarial de 41,83%, percentual que, de acordo com o sindicato, corresponde às perdas inflacionárias registradas entre 2019 e 2025.
Diante disso, o sindicato confirmou a manutenção da greve da educação, com paralisação prevista nas escolas estaduais a partir desta quarta-feira (4), por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O Sind-UTE lembrou, em nota, que a reivindicação de reajuste vem sendo apresentada desde janeiro de 2026.
Em nota, o governo estadual afirmou que a recomposição busca garantir equilíbrio fiscal e manter as contas públicas sustentáveis. O Executivo também informou que o projeto de lei com o reajuste será enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais para análise dos deputados.
Segundo o governador Romeu Zema, a recomposição é possível dentro das condições financeiras do Estado e busca reconhecer o trabalho dos servidores sem comprometer a saúde fiscal de Minas Gerais.
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