19°C 21°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Vereadores cobram medidas mais duras contra exploração sexual infantil em BH

Indicações incluem capacitação de profissionais, campanhas educativas e integração entre órgãos de proteção.

24/02/2026 às 17h04 Atualizada em 24/02/2026 às 17h18
Por: Suylan Rikelme
Compartilhe:
Divulgação: Agência Brasil
Divulgação: Agência Brasil

Vereadores da Câmara Municipal de Belo Horizonte reforçaram a necessidade de maior fiscalização e cumprimento das leis municipais voltadas ao enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes. A discussão ocorreu durante reunião da Comissão de Direitos Humanos da Casa.

A mobilização ganhou força após a repercussão de um caso em que um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos foi absolvido pela Justiça de Minas Gerais. Para os parlamentares, o episódio evidencia a importância de fortalecer políticas públicas e mecanismos de proteção à infância.

Durante o encontro, o vereador Pedro Patrus (PT) encaminhou indicação à Prefeitura com sugestões para aprimorar a rede de proteção. Entre as medidas propostas estão:

  • capacitação contínua de profissionais das áreas de saúde, educação, assistência social e segurança pública;

  • ampliação de campanhas educativas em eventos culturais e esportivos;

  • maior integração entre Conselhos Tutelares, Ministério Público e entidades da sociedade civil;

  • criação de indicadores para avaliar a eficácia das políticas públicas já existentes.

Segundo o parlamentar, é fundamental garantir que a legislação seja aplicada de forma efetiva para assegurar a proteção integral de crianças e adolescentes.

Também foram aprovados quatro pedidos de informação apresentados pelo vereador Uner Augusto (PL). Os requerimentos solicitam à Prefeitura dados detalhados sobre a execução e fiscalização de leis municipais relacionadas ao combate à exploração sexual infantil.

Entre as normas citadas estão:

  • Lei 8.868/2004, que determina a veiculação de advertências sobre exploração sexual infantil em classificados de jornais e revistas;

  • Lei 8.594/2003, que obriga a fixação de placas informativas em motéis, casas noturnas e estabelecimentos similares;

  • Lei 10.115/2011, que prevê a exibição de mensagens educativas antes das sessões de cinema;

  • Lei 11.730/2024, que impede o uso de recursos públicos em eventos ou serviços que incentivem a sexualização de crianças e adolescentes.

Os vereadores querem esclarecimentos sobre número de fiscalizações realizadas, eventuais autuações, aplicação de multas e mecanismos de controle adotados pelo Executivo.

A expectativa é que as respostas da Prefeitura auxiliem na identificação de possíveis falhas na aplicação das leis e contribuam para o aprimoramento das ações de enfrentamento à exploração sexual infantil na capital mineira.

O debate reforça a cobrança por medidas mais efetivas e por uma atuação integrada dos órgãos públicos na proteção dos direitos de crianças e adolescentes em Belo Horizonte.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.