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Reforma tributária pode acelerar transformação de clubes mineiros em SAF

Nova carga de impostos cria vantagem fiscal para clubes-empresa e amplia tendência de transformação no futebol de Minas Gerais

23/02/2026 às 14h06
Por: Marina Menta
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Imagem: Reprodução / Banco de Imagem
Imagem: Reprodução / Banco de Imagem

A reforma tributária aprovada no Brasil deve fortalecer ainda mais o movimento de migração de clubes de futebol para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), especialmente em Minas Gerais, onde a adoção da nova estrutura já está em ritmo acelerado.

Especialistas afirmam que a nova legislação cria uma vantagem fiscal significativa para as SAFs, em comparação com os clubes que permanecem como associações civis sem fins lucrativos, o modelo tradicional de grande parte das equipes brasileiras.

Segundo o texto da reforma tributária, a alíquota total para as SAFs será de 6%, enquanto clubes associativos enfrentarão um percentual bem mais alto, cerca de 15,6%, a partir de 2027. Essa diferença de 9,6 pontos percentuais pode se tornar um fator determinante no processo de decisão das agremiações.

O Estado de Minas Gerais é um dos que mais avançaram no processo de transformação, hoje, pelo menos 15 clubes já têm o modelo SAF formalizado, incluindo Cruzeiro, Atlético Mineiro, América, Athletic Club e outros times do interior. Além desses, equipes como Democrata (Governador Valadares) e Villa Nova (Nova Lima) estão em fases avançadas para completar suas migrações.

Segundo o levantamento, essa proliferação das SAFs já se refletiu em competições mineiras, na edição mais recente do Campeonato Mineiro, a maioria das equipes participantes era composta por clubes-empresa no formato de SAF.

Além da questão fiscal, a mudança pode influenciar diretamente a competitividade esportiva e a capacidade de atração de investimentos.

A reforma prevê uma transição na tributação dos clubes associativos que se estenderá até 2033, com alíquotas que aumentam aos poucos. Ainda assim, a tendência é que o impacto se intensifique ao longo dos próximos anos.

Para clubes que já adotaram o modelo de SAF, como parte do Regime de Tributação Específica do Futebol (TEF), a cobrança de 6% será aplicada desde o início, o que eleva a competitividade dessas agremiações no mercado e pode atrair investidores interessados no setor esportivo.

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