
O endividamento das famílias de Belo Horizonte alcançou 89% em janeiro de 2026, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da CNC, compilados pela Fecomércio-MG. O resultado representa avanço de 1,4 ponto percentual em relação a dezembro e mantém estabilidade na comparação com o mesmo período do ano passado.
Do total de entrevistados, 17,2% afirmaram estar muito endividados. Outros 32,8% disseram ter nível intermediário de endividamento, enquanto 39% relataram estar pouco endividados.
O cartão de crédito permanece como principal fonte das dívidas, citado por 96,3% dos consumidores.
Entre os inadimplentes, quase metade (48%) possui débitos em atraso há mais de 90 dias. Outros 26,8% acumulam pendências entre 30 e 90 dias. O tempo médio de atraso é de 63 dias.
Mesmo com esse cenário, o índice de inadimplência apresentou leve recuo de 0,1 ponto percentual em janeiro, atingindo 64,7%, após ter alcançado o pico em dezembro de 2025. Além disso, 26,9% das famílias informaram que comprometem mais da metade da renda com o pagamento de dívidas.
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