
A Nexa Resources encerrou 2025 com produção de 128 mil toneladas de zinco na unidade de Vazante, no Noroeste de Minas Gerais, resultado 9,2% inferior ao registrado em 2024. A queda está associada, principalmente, à necessidade de exploração de áreas com menor teor do minério, em razão de restrições geotécnicas enfrentadas no primeiro semestre do ano, segundo relatório divulgado pela companhia.
Apesar da retração, o volume produzido permaneceu dentro da faixa projetada pela mineradora, que previa entre 123 mil e 139 mil toneladas no período. A empresa informou que, a partir de junho, houve retomada gradual do acesso às zonas de maior teor, o que contribuiu para o cumprimento da meta anual.
Para 2026, a perspectiva é de crescimento. A Nexa projeta produção entre 128 mil e 145 mil toneladas de zinco em Minas Gerais, impulsionada pelo aumento no volume de minério processado. Em 2027, a estimativa volta a apontar redução, com previsão de 120 mil a 140 mil toneladas, patamar semelhante ao projetado para 2028, que varia de 120 mil a 143 mil toneladas.
Considerando todas as operações da empresa localizadas em Minas Gerais, Mato Grosso e Peru, a produção total de zinco em 2025 alcançou 316 mil toneladas, queda de 3,4% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o resultado ficou dentro da projeção corporativa, que variava entre 300 mil e 336 mil toneladas.
Para 2026, a Nexa estima produção global entre 310 mil e 360 mil toneladas. As projeções para os dois anos seguintes são de 335 mil a 389 mil toneladas e de 333 mil a 398 mil toneladas, respectivamente.
Chumbo e prata
Além do zinco, a unidade de Vazante produziu 900 toneladas de chumbo e 400 mil onças de prata em 2025. Segundo a empresa, os volumes ficaram em linha com as estimativas, apesar das quedas anuais de 9% no chumbo e 12% na prata.
Vendas das fundições em Minas
As vendas de zinco metálico e óxido de zinco das unidades metalúrgicas da Nexa em Minas Gerais somaram 221 mil toneladas em 2025, o que representa uma redução de 16,6% em relação a 2024 e resultado abaixo da projeção anual, que variava de 240 mil a 260 mil toneladas.
Na fundição de Três Marias, na região Central do Estado, foram vendidas 157 mil toneladas, sendo 122 mil toneladas de zinco metálico e 35 mil toneladas de óxido de zinco. O recuo anual foi de 13,7%, atribuído a desafios operacionais que afetaram as taxas de recuperação e os volumes de produção.
Já em Juiz de Fora, na Zona da Mata, onde há produção apenas de óxido de zinco, as vendas totalizaram 64 mil toneladas, queda de 22,9%. O desempenho reflete as atividades de remediação realizadas no primeiro semestre, após o incêndio ocorrido na fundição em dezembro de 2024. Com a retomada das operações em meados do ano, as taxas de utilização avançaram gradualmente até atingir a capacidade total em setembro.
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