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Correios leiloam imóveis a partir de R$ 16 mil para controlar rombo financeiro

Estatal espera arrecadar até R$ 1,5 bilhão em 2026 para reforçar caixa e modernizar operações

10/02/2026 às 09h52 Atualizada em 10/02/2026 às 09h56
Por: Marina Menta
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Imagem: Reprodução / Agência Brasil
Imagem: Reprodução / Agência Brasil

Os Correios abrem uma nova etapa do seu plano de reestruturação financeira em meio a uma crise histórica ao anunciar leilões com centenas de imóveis espalhados por várias regiões do país, com preços que começam em apenas R$ 16,3 mil e podem chegar a mais de R$ 11 milhões. A iniciativa, que terá processos digitais nos próximos dias 12 e 26 de fevereiro, visa arrecadar recursos que serão usados para reforçar o caixa da estatal, reduzir custos fixos e sustentar investimentos estratégicos.  

Em meio a um rombo financeiro acumulado e pressão por liquidez, os Correios colocam à venda imóveis próprios em leilões totalmente digitais com oferta inicial de 21 unidades já nesta fase, e a expectativa total é arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro de 2026. A venda integra um conjunto de medidas do Plano de Reestruturação da estatal, que também inclui programas de desligamento voluntário e empréstimos bilionários negociados com instituições financeiras.  

O portfólio dos imóveis ofertados é bastante diversificado e vai desde terrenos, galpões e lojas até prédios administrativos, antigos complexos operacionais e apartamentos funcionais, com lançamentos de lance de R$ 19 mil a mais de R$ 11 milhões, segundo o comunicado oficial da empresa.  

Em um dos imóveis com preço de lançamento, um lote localizado em Barcelona (RN) tem lance mínimo de R$ 16,3 mil, um valor que chamou a atenção de investidores e potenciais compradores por conta do baixo patamar, especialmente em comparação com o mercado tradicional de imóveis.  

Os leilões são abertos tanto a pessoas físicas quanto jurídicas e são realizados em formato 100% digital, com editais, descrições detalhadas e cronograma disponíveis nos canais oficiais da estatal. A empresa afirma que as alienações não terão impacto na prestação de serviços postais à população.  

A ação faz parte de um esforço mais amplo dos Correios para reorganizar sua estrutura financeira depois que a estatal acumulou prejuízos bilionários em 2025 e buscou empréstimos junto a bancos múltiplos para garantir fluxo de caixa até meados deste ano. Fazem parte do ajuste também medidas como o Plano de Desligamento Voluntário (PDV), que visa reduzir despesas com pessoal.  

A necessidade de alienar ativos imobiliários reflete a situação fiscal delicada da empresa, que enfrenta queda de receitas e aumentos de custos operacionais. Além das vendas, os Correios negociam injeções de capital e empréstimos para estabilizar os negócios, com o objetivo de retomar sustentabilidade financeira e planejar sua modernização operacional nos próximos anos.

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