
A balança comercial do Brasil registrou superávit de US$ 4,32 bilhões em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado é fruto de exportações que somaram US$ 25,15 bilhões e importações que totalizaram US$ 20,1 bilhões, consolidando mais um mês positivo para o comércio exterior brasileiro.
O principal destaque do mês foi o crescimento de 42,5% nas exportações de carne bovina, que alcançaram US$ 1,3 bilhão, representando a maior alta entre os produtos da pauta exportadora. Em contrapartida, outros itens apresentaram retração: o petróleo recuou 7,8%, com vendas de US$ 4,3 bilhões; o minério de ferro caiu 8,6%, chegando a US$ 2,05 bilhões; e o café não torrado teve queda de 23,7%, com exportações de US$ 1,01 bilhão.
No campo das importações, houve redução significativa em diferentes setores. As compras da agropecuária caíram US$ 0,18 bilhão (-28,7%), seguidas pela indústria extrativa, com queda de US$ 0,33 bilhão (-30,2%), e pela indústria de transformação, que apresentou retração de US$ 1,74 bilhão (-8,2%).
Pelo sexto mês consecutivo, o Brasil registrou queda nas exportações para os Estados Unidos, ainda impactadas pela sobretaxa de 50% que permanece sobre alguns produtos, especialmente do setor industrial. As vendas para o mercado norte-americano somaram US$ 2,4 bilhões, uma redução de 25,5% em relação a janeiro de 2025. As importações também caíram 10,9%, totalizando US$ 3,07 bilhões, o que resultou em um déficit de US$ 670 milhões na balança bilateral.
A China manteve a posição de principal parceiro comercial do Brasil. Em janeiro, as exportações para o país asiático cresceram 17,4%, alcançando US$ 6,47 bilhões, enquanto as importações caíram cerca de 5%, para US$ 5,75 bilhões, o que gerou um superávit de US$ 720 milhões na relação comercial entre os dois países.
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