
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a internação do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (24) para a realização de uma cirurgia indicada por médicos particulares e por peritos da Polícia Federal. A decisão permite que Bolsonaro deixe temporariamente a custódia para o procedimento, que tratará uma hérnia inguinal e um quadro de soluço persistente.
De acordo com a defesa, a internação deve se estender por um período estimado entre cinco e sete dias, conforme a evolução clínica no pós-operatório. Bolsonaro está preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses em razão de condenação relacionada à trama golpista.
Na decisão, o ministro estabeleceu regras para o período de hospitalização. A Polícia Federal ficará responsável pelo transporte e pela segurança do ex-presidente, devendo adotar procedimentos considerados discretos. A vigilância será mantida 24 horas por dia, com dois agentes posicionados na porta do quarto, além de outras equipes distribuídas dentro e fora da unidade hospitalar.
Também foi determinada a proibição de entrada de celulares, computadores ou quaisquer dispositivos eletrônicos no quarto onde Bolsonaro ficará internado. O objetivo, segundo a decisão, é preservar as condições de segurança e o cumprimento das medidas judiciais durante o período fora da custódia regular.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi autorizada a acompanhar o ex-presidente durante a internação. Outras visitas somente poderão ocorrer mediante autorização expressa do ministro relator.
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