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CPMI do INSS vota convocação de Romeu Zema e outras autoridades nesta quinta-feira

Parlamentares decidirão nesta quinta-feira se chamam governadores e empresários a depor sobre descontos irregulares em benefícios

03/12/2025 às 12h30
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Flávio Tavares/O Tempo
Foto: Flávio Tavares/O Tempo

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instalada para apurar irregularidades nos descontos aplicados a aposentados e pensionistas votará, nesta quinta-feira (4), a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e de outras três pessoas de destaque no debate: o advogado-geral da União Jorge Messias, a presidente do Palmeiras Leila Pereira e o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro. A votação ocorrerá em Brasília, conforme informou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Os requerimentos para chamar as autoridades foram protocolados por diferentes parlamentares, que apontam para razões específicas. O deputado Rogério Correia (PT) justificou o pedido contra Zema citando suposta ligação de empresas da família do governador com operações de empréstimo consignado destinadas a beneficiários do INSS. A convocação de Jorge Messias atende a questionamentos de integrantes da CPMI sobre alertas não acionados no âmbito do governo federal. Já a chamada de Daniel Vorcaro foi motivada por reclamações envolvendo o Banco Master, segundo relato da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A convocação de Leila Pereira partiu do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que relacionou a atuação de sua empresa às operações de folha de pagamento de novos benefícios.

A CPMI, instalada em agosto de 2025 e com funcionamento previsto até março de 2026, reúne 32 parlamentares e tem como objetivo mapear as falhas que teriam permitido descontos bilionários em folhas de aposentadorias e pensões. Parlamentares favoráveis à ampliação do rol de depoentes afirmam que novas convocações são necessárias para esclarecer a responsabilidade de gestores públicos e de entidades privadas envolvidas no esquema investigado. Integrantes contrários alegam que algumas chamadas seriam excessivas ou politicamente motivadas e pedem foco nas provas já reunidas.

O presidente da comissão já sinalizou interesse em prolongar os trabalhos além do prazo inicial, argumentando que o volume de informações e o número de testemunhas ainda a serem ouvidas justificam a prorrogação. A decisão sobre eventual extensão dependerá do Congresso Nacional.

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