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Prefeito de Sorocaba é afastado do cargo após nova fase de operação da Polícia Federal

Rodrigo Manga afirma que decisão tem motivação política; investigação apura supostas irregularidades em contratos da área da saúde

06/11/2025 às 16h30
Por: Bianca Guimarães
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Foto: Divulgação/Rodrigo Manga
Foto: Divulgação/Rodrigo Manga

O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), anunciou nesta quinta-feira (6) que foi afastado do cargo em meio a uma operação da Polícia Federal que investiga irregularidades em contratos firmados pela prefeitura com uma organização social sem fins lucrativos. O afastamento foi confirmado pelo próprio gestor em vídeo publicado nas redes sociais, no qual atribui a medida a uma suposta perseguição política.

“Pessoal, acreditem se quiser: me afastaram do cargo de prefeito”, afirmou Manga na gravação. No vídeo, ele sugere que a decisão teria relação com sua projeção política. “Ontem estive em Brasília, falei com vários deputados e me alertaram que havia gente tentando tirar do jogo quem ameaça candidaturas maiores. Um dia depois, fui afastado”, disse.

Em nota oficial, a Prefeitura de Sorocaba confirmou o afastamento e informou que o vice-prefeito, Fernando Martins da Costa Neto, assumiu interinamente a gestão municipal. O comunicado destacou que “a transição ocorre de forma tranquila, garantindo a continuidade dos serviços públicos e o funcionamento regular da administração”.

A medida foi tomada no mesmo dia em que a Polícia Federal realizou uma nova fase da Operação Copia e Cola, iniciada em abril deste ano. A ação apura suspeitas de corrupção e desvio de recursos públicos na contratação emergencial e em convênios com uma organização social responsável pela gestão de unidades de saúde do município.

Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A Justiça também determinou o bloqueio e a indisponibilidade de cerca de R$ 6,5 milhões em bens dos investigados, além da aplicação de medidas cautelares, como suspensão de funções públicas e restrição de contatos entre os envolvidos.

Os investigados poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa, de acordo com a PF.

A primeira fase da operação, deflagrada em abril, já havia mirado integrantes da administração municipal, incluindo o próprio Rodrigo Manga. O prefeito ganhou notoriedade nacional por meio das redes sociais, onde costuma divulgar vídeos sobre ações e projetos de sua gestão.

Enquanto o caso segue sob investigação, o vice-prefeito permanece à frente da administração. A Polícia Federal ainda não informou se o afastamento de Manga tem prazo determinado nem se novas fases da operação estão previstas.

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