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Nikolas Ferreira e Ana Campagnolo lançam livros infantis com enfoque cristão sobre identidade de gênero

Obras “Ele é ele” e “Ela é ela” exaltam papéis tradicionais de meninos e meninas e geram debate sobre representatividade e educação infantil

07/10/2025 às 10h00
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Reprodução Redes Sociais
Foto: Reprodução Redes Sociais

Os deputados do Partido Liberal (PL), Nikolas Ferreira (MG) e Ana Campagnolo (SC), lançaram nesta segunda-feira (6) dois livros infantis que tratam de identidade de gênero sob uma perspectiva cristã e biológica. As obras, intituladas “Ele é ele” e “Ela é ela”, foram publicadas pela editora Vida — a mesma responsável por outros títulos do parlamentar mineiro — e são comercializadas juntas por R$ 99,99.

Segundo a descrição oficial, os livros utilizam “linguagem apropriada para crianças e ilustrações encantadoras” e têm como objetivo “celebrar a identidade dos meninos e das meninas”. Com abordagem confessional, as obras afirmam que “Deus os criou de forma única para cumprirem o propósito que o Senhor estabeleceu para eles nesta terra”, apresentando valores tradicionais de masculinidade e feminilidade.

No conteúdo de “Ele é ele”, os meninos são retratados como “verdadeiros homens de Deus: responsáveis, bondosos e cheios de força e coragem”, enquanto “Ela é ela” descreve as meninas como “verdadeiras mulheres de Deus: sábias, bondosas e cheias de graça”. Ambos os livros buscam transmitir princípios morais e religiosos voltados ao público infantil.

Ao anunciar o lançamento nas redes sociais, Nikolas Ferreira destacou que as publicações são “presentes para os filhos” e também “ferramentas para pais que desejam criar os pequenos com clareza, coragem, princípios inegociáveis e convicção de quem realmente são, de acordo com Deus e a biologia”.

O lançamento reacendeu debates nas redes sociais e em setores ligados à educação e aos direitos humanos. Enquanto apoiadores elogiaram a iniciativa por reforçar valores familiares e religiosos, críticos afirmam que a proposta reforça estereótipos de gênero e contraria discussões contemporâneas sobre identidade e diversidade.

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