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Criminosos se passam por corretores para fraudar aluguel de imóveis em BH

Criminosos usam anúncios falsos e exigem pagamento antecipado para visitas, enganando principalmente estudantes e pessoas de outras cidades

02/09/2025 às 12h30
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: freepik / ilustração
Foto: freepik / ilustração

Belo Horizonte registra um aumento de golpes envolvendo aluguéis de imóveis, em que criminosos se passam por corretores para obter pagamentos antecipados de interessados. O alerta foi divulgado nesta segunda-feira (1º) pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato da Habitação de Minas (CMI/Secovi-MG).

Segundo a diretora da CMI/Secovi-MG, Patrícia Simões, os golpistas criam anúncios falsos, muitas vezes em sites conhecidos, oferecendo imóveis em regiões valorizadas e com preços abaixo do mercado. Ao entrar em contato, a vítima é direcionada a mensagens privadas, supostamente com um corretor, que exige um depósito para realizar a visita. “Eles prometem devolver o valor caso a pessoa não queira fechar negócio, mas desaparecem assim que recebem o pagamento”, explicou Simões.

Casos recentes, como o de uma cliente da Mangabeiras Imóveis, demonstram a propagação da prática, que preocupa o setor imobiliário. A legislação vigente, por meio da Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/91), proíbe cobranças antes da assinatura do contrato, inclusive para reservas ou visitas.

Patrícia Simões ressaltou que o golpe atinge principalmente estudantes e pessoas de outras cidades que não podem conferir o imóvel imediatamente, sendo as regiões Centro-Sul da capital as mais visadas. Os criminosos costumam solicitar valores equivalentes a um mês de aluguel.

Entre as recomendações para evitar cair no golpe estão: não efetuar depósitos antes de visitar o imóvel, conferir a veracidade das imagens e do endereço anunciados, e dar preferência a imobiliárias registradas no Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci). Em negociações diretas com proprietários, a checagem de identidade e documentação é fundamental.

Em casos de tentativa ou consumação do golpe, os órgãos orientam registrar ocorrência policial e comunicar tanto a CMI/Secovi-MG quanto o Creci-MG, contribuindo para rastrear e impedir novas fraudes.

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