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Número de presos ligados ao PCC e ao CV cresce 55% em cinco anos em Minas Gerais

Levantamento da Comissão de Segurança Pública da ALMG mostra que quase 3 mil detentos em Minas integram facções como PCC e CV, revelando a expansão do crime organizado no estado.

29/08/2025 às 10h00
Por: Bianca Guimarães
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Foto: Francielle Caetano - ASCOM DPE/RS
Foto: Francielle Caetano - ASCOM DPE/RS

O avanço das facções criminosas em Minas Gerais tem preocupado autoridades da segurança pública. Em cinco anos, o número de presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) nos presídios do estado cresceu 55,2%. Os dados, levantados pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), mostram que em 2019 havia 1.900 detentos identificados como integrantes dessas organizações, número que saltou para 2.950 em 2024.

A expansão dessas facções ocorre em um momento em que a estrutura das forças de segurança enfrenta dificuldades. O efetivo da Polícia Militar, por exemplo, caiu de cerca de 45 mil homens em 2019 para 42 mil em 2024. Já a Polícia Civil manteve o mesmo contingente, girando em torno de 11 mil servidores. No mesmo período, os investimentos em segurança pública ficaram abaixo do esperado: em 2024, foram destinados R$ 330 milhões às quatro áreas principais — Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) — dos quais apenas R$ 110 milhões partiram do governo estadual.

Paralelamente, operações de grande porte vêm sendo realizadas contra a atuação dessas facções. A megaoperação Carbono Oculto, considerada a maior já registrada no país em termos de cooperação institucional, mira um esquema bilionário do PCC. A ação atinge mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, suspeitos de crimes que vão desde adulteração de combustíveis até fraude fiscal, lavagem de dinheiro e crimes ambientais.

Para o deputado estadual Sargento Rodrigues (PL), presidente da Comissão de Segurança Pública da ALMG, os números revelam tanto o trabalho de investigação e prisão de integrantes das facções quanto a ampliação da presença desses grupos no estado. Ele cita comunidades de Belo Horizonte, como o Morro das Pedras, Serra e Cabana, que, segundo ele, já sofrem influência direta de facções criminosas.

Na avaliação do parlamentar, enfrentar o avanço do PCC e do CV em Minas exige uma atuação integrada e permanente. Ele defende que polícias Civil e Militar, Ministério Público estadual e federal, Polícia Militar Rodoviária e Polícia Federal intensifiquem a cooperação para conter o avanço do crime organizado no estado.

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