As obras de expansão da Linha 2 do metrô de Belo Horizonte foram desocupadas na tarde desta segunda-feira (17) por manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). O grupo protestava no local desde a manhã, cobrando um reassentamento digno e justo para as famílias impactadas pelo projeto. A liberação do canteiro ocorreu após um acordo entre os manifestantes, o Governo de Minas e a concessionária Metrô BH, garantindo a realização de reuniões para discutir as demandas das famílias.
A primeira dessas reuniões foi marcada para esta quarta-feira (19) e contará com a presença de representantes do Ministério Público Estadual, além de diretores da Metrô BH. O objetivo do encontro é avançar no diálogo sobre as condições de reassentamento e a transparência no processo de remoção das famílias afetadas pelas intervenções na região.
O protesto teve início na manhã de segunda-feira, quando cerca de 30 manifestantes ocuparam o canteiro de obras, impedindo a continuidade dos trabalhos. De acordo com o MTST, mais de 500 famílias vivem há dois anos em meio à incerteza sobre o futuro de suas moradias, sem informações claras por parte do governo estadual e da concessionária. O movimento denuncia a falta de comunicação, indenizações consideradas insuficientes e casos de intimidação contra os moradores.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelo grupo estão:
O reassentamento das famílias afetadas pelo avanço do metrô é uma questão que se arrasta há anos e, agora, ganha novos desdobramentos com o início do diálogo entre os envolvidos.
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