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Lula questiona alta do ovo e promete picanha mais barata para a população

Presidente crítica aumento repentino dos alimentos e ironiza justificativas do agronegócio

15/03/2025 às 12h00
Por: Redação
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Foto: Divulgação
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestou nesta sexta-feira (14) sua indignação com a alta no preço do ovo no Brasil, afirmando que ainda não encontrou uma explicação lógica para o aumento do produto. Durante um evento em Sorocaba (SP), onde participou da entrega de ambulâncias, Lula disse ter analisado os preços da caixa com 30 dúzias de ovos desde 2023 e constatou que o valor estaria estável nos meses de janeiro dos últimos três anos, mas disparou em fevereiro de 2025.

"Eu estou querendo descobrir onde é que teve um ladrão que passou a mão no direito de comer ovo do povo brasileiro. [...] Então não tem explicação esse ovo estar caro. Alguém está passando a mão, esse é o dado concreto", afirmou o presidente. Lula também ironizou as justificativas apresentadas pelos setores do agronegócio, que atribuíram a alta no preço do ovo às temperaturas elevadas, que impactaram a produção das galinhas. Segundo ele, a explicação não se sustenta.

"Mentira, porque no ano passado também fez muito calor. As galinhas não reclamaram, alguém está sacaneando as galinhas. Porque essas galinhas ficam trancadas, só bebendo, tomando água e botando ovo. Não deixam descansar e vêm jogar a culpa em cima da galinha", declarou o presidente, arrancando risadas da plateia.

Além de criticar o aumento do ovo, Lula reafirmou que o preço da carne bovina também deverá cair nos próximos meses. Resgatando um dos principais slogans da sua campanha eleitoral de 2022, o presidente garantiu que a população voltará a ter acesso à picanha.

"A carne vai abaixar. Vocês podem ter certeza que vão comer picanha outra vez porque a carne vai abaixar", disse Lula, reforçando que o governo introduziu medidas para reduzir o custo da proteína no país. Uma das ações anunciadas é a isenção do imposto de importação para carnes desossadas de bovinos, que atualmente possuem uma alíquota de 10,8%.

As declarações do presidente repercutiram entre economistas e representantes do setor produtivo, que destacam que a variação no preço dos alimentos pode ter diversas causas, como custos de produção, logística e demanda do mercado internacional. Enquanto isso, os consumidores acompanham no bolso os impactos da inflação dos alimentos e aguardam as prometidas reduções nos preços.

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