O pastor de 54 anos que confessou ter matado a menina Stefany Vitória, de 13 anos, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio, homicídio qualificado por asfixia e ocultação de cadáver. Com o agravamento da idade da vítima, ele pode ser condenado a até 50 anos de prisão.
Apesar de ter admitido o assassinato, o homem não declarou queixas e, segundo a polícia, manteve um comportamento frio durante as investigações. O delegado Marcos Rios, do Departamento de Homicídios de Ribeirão das Neves, afirmou que há acusações de que o crime teve motivação sexual. Um medicamento para disfunção erétil foi encontrado com o suspeito no dia de sua prisão, o que reforça a hipótese de que ele pretendia abusar de adolescente.
Imagens de câmeras de segurança comprovadas pela polícia mostram que o pastor seguiu Stefany antes do crime. O veículo dele aparece passando pela rua um pouco antes da jovem ser vista caminhando apressada. Minutos depois, o carro retorna pelo mesmo trajeto, o que levanta suspeitas de perseguição.
Após confessar o homicídio, o suspeito evitou colaborar com as investigações e negou qualquer abuso contra a vítima. De acordo com o delegado, ele se preocupou apenas em tentar se desvincular de um possível crime sexual. A motivação exata do assassinato ainda não foi esclarecida.
Mín. 16° Máx. 29°