
Uma tempestade geomagnética de baixa intensidade está prevista para atingir a Terra neste sábado (7), segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O órgão emitiu um alerta de categoria G1, classificada como fraca, com possibilidade de ocorrência de atividade geomagnética semelhante também no domingo (8) e na segunda-feira (9).
A previsão mais recente, divulgada pela NOAA na manhã deste sábado, substituiu alertas anteriores e manteve a expectativa de intensidade G1 para os três dias. Na escala utilizada pela agência, os níveis vão de G1, considerado fraco, a G5, classificado como extremo. A categoria G1 pode provocar pequenas oscilações em redes elétricas e impactos pontuais nas operações de satélites. A possibilidade de auroras também aumenta, principalmente em regiões de altas latitudes, próximas aos polos.
O fenômeno está associado à chegada de uma corrente de vento solar de alta velocidade, originada em um buraco coronal na atmosfera externa do Sol. Essas regiões apresentam campos magnéticos que permitem que partículas solares escapem com maior facilidade para o espaço. Quando o fluxo de partículas interage com a magnetosfera — região ao redor da Terra controlada pelo campo magnético do planeta —, pode provocar alterações temporárias nas condições geomagnéticas.
Entre os sistemas que podem ser afetados por eventos desse tipo estão os equipamentos de navegação por satélite, as comunicações por rádio e as estruturas de transmissão de energia. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) explica que as variações do clima espacial podem interferir em sistemas de posicionamento, como o GPS, em radares e em equipamentos tecnológicos. A intensidade dos efeitos depende das características do fenômeno e das condições do ambiente espacial.
No Brasil, não há indicação, nos alertas consultados, de risco de apagão generalizado ou de interrupção ampla dos serviços de internet e telefonia em decorrência do evento previsto. A NOAA destaca que os efeitos da tempestade G1 devem se concentrar principalmente em latitudes geomagnéticas elevadas. Ainda assim, o INPE monitora as condições do espaço próximo à Terra, inclusive as particularidades da região da Anomalia Magnética da América do Sul, onde o campo magnético apresenta características específicas.
A previsão é de que a atividade geomagnética permaneça sob observação ao longo do fim de semana. O monitoramento é importante porque a intensidade real dos efeitos depende da interação entre o vento solar e o campo magnético terrestre. Até o momento, a classificação oficial da NOAA é de tempestade G1, e não há confirmação de que o fenômeno alcance a categoria G2, moderada, mencionada em informações divulgadas anteriormente.
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