
Uma manifestação contra o custo de vida terminou em confrontos com a polícia, saques e incêndios em Milão, na Itália, neste sábado (17). Cerca de 50 pessoas foram detidas, quase metade delas menores de idade, segundo balanço divulgado pela agência de notícias ANSA. A violência se concentrou na região central da cidade, incluindo as proximidades da praça do Duomo.
Convocado pelo comitê “Italia in Piazza”, o protesto reuniu milhares de pessoas, principalmente jovens. Ao menos quatro policiais ficaram feridos, e cerca de 20 pessoas receberam atendimento dos serviços de emergência.
Os confrontos começaram por volta das 17h, quando grupos de manifestantes encapuzados passaram a lançar pedras, lixeiras e barreiras contra os agentes de segurança. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar os grupos.
Durante os tumultos, lojas foram saqueadas ou danificadas no Corso Vittorio Emanuele e em outras áreas próximas. Os episódios transformaram ruas do centro comercial e turístico de Milão em cenários de confronto.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenou os ataques e afirmou que o direito à manifestação não justifica ações violentas nem a destruição de espaços públicos e privados.
Meloni classificou os responsáveis pelos atos como teppisti, termo italiano usado para se referir a arruaceiros, e criticou o que considerou silêncio diante dos episódios de violência.
O presidente da região da Lombardia, Attilio Fontana, também condenou os acontecimentos. Ele classificou as imagens como gravíssimas e manifestou solidariedade aos integrantes das forças de segurança feridos durante os confrontos.
Além de Milão, foram relatados episódios de violência em Turim e Bolonha durante as manifestações. Os registros ampliaram a preocupação das autoridades italianas com os distúrbios associados aos protestos.
Apesar dos confrontos, a manifestação em Milão havia sido convocada para contestar o aumento do custo de vida. A dimensão dos tumultos e o número de detenções, porém, colocaram a segurança pública no centro das repercussões do ato.
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