
Pessoas de baixa renda que desejam tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) podem contar com uma nova oportunidade por meio do programa CNH Social. A iniciativa permite que estados e o Distrito Federal utilizem recursos arrecadados com multas de trânsito para custear todas as etapas do processo de formação de novos condutores.
A medida, prevista nas mudanças do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), busca democratizar o acesso à habilitação, ampliar a mobilidade e abrir novas possibilidades no mercado de trabalho. Com a CNH em mãos, muitos beneficiários podem buscar oportunidades em áreas como transporte de passageiros, entregas por aplicativos, logística, serviços rurais e outras atividades que exigem o documento.
Para participar, é necessário cumprir alguns critérios básicos: ter 18 anos ou mais, estar inscrito e com os dados atualizados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e atender ao limite de renda familiar definido por cada estado ou pelo Distrito Federal.
A inscrição ou atualização do CadÚnico deve ser feita presencialmente em um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município onde a pessoa mora.
O benefício garante gratuidade em todas as fases do processo de habilitação, incluindo exames médicos e psicológicos, aulas teóricas e práticas, taxas das provas, possíveis retestes em caso de reprovação e a emissão da carteira de motorista.
Como o programa é organizado pelos estados e pelo Distrito Federal, cada órgão de trânsito é responsável por divulgar seus próprios editais, informando número de vagas, calendário de inscrições, critérios de seleção e possíveis prioridades, como primeira habilitação, mudança de categoria, participação de mulheres e estudantes.
Os interessados devem acompanhar as informações divulgadas pelo Detran do seu estado. Caso atendam aos requisitos, todo o processo de obtenção da CNH poderá ser realizado de forma gratuita.
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