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Bombeiros brasileiros enfrentam calor, riscos e estruturas instáveis em missão de resgate na Venezuela

Entre os profissionais enviados ao país estão 31 militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), que integram a força-tarefa brasileira

02/07/2026 às 14h47
Por: João Vitor Viana
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Divulgação
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A missão internacional de busca e resgate na Venezuela segue exigindo alto nível de preparo técnico das equipes mobilizadas. No sexto dia de operações, os bombeiros atuam em um cenário marcado por estruturas comprometidas, risco constante de novos desabamentos e condições extremas de trabalho. Entre os profissionais enviados ao país estão 31 militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), que integram a força-tarefa brasileira.

Antes de qualquer tentativa de retirada de vítimas, os especialistas realizam uma criteriosa avaliação da área atingida. O trabalho inclui a análise da estabilidade das edificações, a identificação de possíveis pontos de colapso e a definição das estratégias mais seguras para acesso aos escombros. O objetivo é preservar a segurança dos socorristas sem comprometer a eficiência das operações de salvamento.

Nos últimos dias, a equipe brasileira participou da localização e recuperação de vítimas soterradas. Em 30 de junho, foram retirados dos escombros os corpos de três pessoas — duas mulheres e um homem de 71 anos. Já no dia 1º de julho, outras duas vítimas foram encontradas e removidas durante o avanço das buscas. Cada nova localização exige uma reavaliação das condições da estrutura, já que a movimentação dos destroços pode aumentar o risco de novos desmoronamentos.

Em áreas onde os escombros apresentam elevado grau de instabilidade, as equipes precisam abrir acessos seguros antes de iniciar qualquer intervenção. Em determinadas situações, o uso de máquinas pesadas torna-se indispensável para remover grandes volumes de concreto e ferragens. Todas as ações seguem os protocolos internacionais de busca e resgate estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelecem procedimentos voltados à proteção das equipes e à eficiência das operações.

Além dos desafios estruturais, os bombeiros enfrentam temperaturas entre 24°C e 31°C, com sensação térmica superior a 32°C, o que aumenta o desgaste físico durante as longas jornadas de trabalho. As equipes também seguem rígidos protocolos de biossegurança devido à exposição à poeira, escombros e materiais em decomposição. Nesta semana, os profissionais receberam orientações específicas sobre prevenção de doenças infectocontagiosas e enfermidades transmitidas por via respiratória, riscos frequentes em cenários de desastres.

A operação também é marcada pela cooperação entre equipes de diferentes países. Um dos exemplos ocorreu quando a médica-veterinária da missão brasileira prestou atendimento ao cão de busca do Exército Argentino, animal fundamental nas operações de localização de vítimas. Para o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a atuação na Venezuela evidencia que missões dessa complexidade exigem planejamento detalhado, integração internacional, disciplina e gestão permanente de riscos para garantir que cada etapa do resgate seja realizada com segurança e precisão.

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