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Nova plataforma de regulação do SUS em Minas é alvo de questionamentos na Câmara de BH

A iniciativa partiu da vereadora Trópia (Novo), que busca esclarecimentos sobre o funcionamento do sistema, lançado em maio para substituir o antigo SUSFácil. Segundo a parlamentar, há relatos de gestores e prestadores de serviços sobre dificuldades operacionais na fase inicial de implantação

25/06/2026 às 08h04
Por: João Vitor Viana
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Rafaella Ribeiro/CMBH
Rafaella Ribeiro/CMBH

A implantação da Central de Operações para Regulação Estadual (Core Saúde MG), novo sistema responsável pela gestão de leitos, transferências e procedimentos do SUS em Minas Gerais, motivou questionamentos na Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara Municipal de Belo Horizonte. Nesta quarta-feira (24), os vereadores aprovaram dois pedidos de informação sobre a plataforma.

A iniciativa partiu da vereadora Trópia (Novo), que busca esclarecimentos sobre o funcionamento do sistema, lançado em maio para substituir o antigo SUSFácil. Segundo a parlamentar, há relatos de gestores e prestadores de serviços sobre dificuldades operacionais na fase inicial de implantação.

Entre os principais questionamentos encaminhados ao governo estadual estão o cronograma de implantação da plataforma, as mudanças em relação ao modelo anterior, os motivos da substituição do SUSFácil e o valor total investido no desenvolvimento e implementação da nova tecnologia.

A comissão também solicita informações sobre possíveis atrasos na regulação de leitos, cirurgias e consultas, além das medidas adotadas para corrigir falhas. Outro ponto envolve a capacitação de profissionais e os treinamentos oferecidos a municípios, hospitais e demais prestadores de serviços.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a Core Saúde MG é integrada a sistemas nacionais como o CadSUS e o CNES, com o objetivo de qualificar os dados e permitir melhor análise dos casos pelos médicos reguladores.

No âmbito municipal, os vereadores questionam a Prefeitura de Belo Horizonte e a Secretaria Municipal de Saúde sobre a participação no processo de implantação, a existência de período de transição entre os sistemas e a capacitação das equipes da rede local.

Também são solicitadas informações sobre impactos operacionais na capital, como lentidão na solicitação de leitos, falhas na comunicação entre unidades de saúde e possíveis dificuldades em transferências, internações e outros procedimentos regulados.

Para a vereadora Trópia, é fundamental compreender os efeitos da nova plataforma em Belo Horizonte, que concentra parte significativa da alta e média complexidade do estado, além de avaliar os avanços, desafios e próximos passos da Core Saúde MG.

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