
Os colombianos vão às urnas neste domingo (21) para escolher o novo presidente do país em uma eleição marcada por dois temas centrais: segurança pública e economia. O pleito define também o rumo político da Colômbia após o governo de Gustavo Petro, de esquerda.
O segundo turno reúne o advogado de direita Abelardo De La Espriella, que liderou o primeiro turno com 43,7% dos votos, e o senador de esquerda Iván Cepeda, que terminou em segundo lugar com 40,9%. A disputa coloca frente a frente dois projetos políticos opostos.
De La Espriella construiu sua campanha como candidato independente, com discurso de “outsider”, embora conte com apoio de partidos e grupos políticos tradicionais. Ele também se inspira em modelos de governo de linha dura na segurança e propõe uma gestão com viés tecnocrático na economia. O candidato, no entanto, é alvo de críticas pela pouca experiência política e por seu histórico como advogado de figuras controversas.
Do outro lado, Iván Cepeda representa a continuidade de parte das políticas do atual governo. Seu programa defende a chamada “paz total”, a ampliação de reformas sociais e econômicas, além de medidas voltadas à redução da desigualdade, como aumento da carga tributária para os mais ricos e ampliação de programas sociais.
A votação acontece das 8h às 16h no horário local (10h às 18h em Brasília), com mais de 41 milhões de eleitores aptos a participar na Colômbia e no exterior. Será eleito o candidato que obtiver mais votos, sem necessidade de maioria absoluta, e a posse está prevista para 7 de agosto de 2026.
Além do cenário eleitoral, o novo presidente enfrentará desafios econômicos e de segurança. O país registra crescimento moderado, alto nível de dívida pública e dificuldades fiscais, além da expansão de grupos armados ilegais e aumento da violência em algumas regiões, fatores que devem influenciar diretamente os rumos do próximo governo.
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