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MP investiga BRB, Secretaria de Economia do DF e PicPay por descontos em salários de servidores

Ministério Público cumpre 50 mandados de busca e apreensão e apura suposto esquema que teria causado prejuízos a servidores públicos do Distrito Federal

19/06/2026 às 10h58
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (19), a Operação Juros Zero, que investiga um suposto esquema de descontos irregulares na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal.

Entre os alvos da investigação estão o Banco de Brasília (BRB), a Secretaria de Economia do Distrito Federal, o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev), a empresa PicPay e a Associação dos Servidores Públicos do DF.

De acordo com o MPDFT, as apurações envolvem o ex-secretário de Economia do Distrito Federal, Ney Ferraz; o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa; e Eduardo Chedid Simões, diretor do PicPay e ex-indiciado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Descontos Indevidos do INSS.

Ao todo, estão sendo cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Brasília, São Paulo e Curitiba. Até o momento, não foram expedidos mandados de prisão.

Segundo os investigadores, os suspeitos teriam utilizado um decreto distrital publicado em 2024 para viabilizar descontos diretamente na folha salarial dos servidores. O modelo permitia a amortização de operações financeiras sem a cobrança explícita de juros.

As investigações apontam que, após assumir a gestão da folha de pagamento do Governo do Distrito Federal, o PicPay teria adotado práticas classificadas pelo Ministério Público como aplicação de "juros disfarçados" nas transações realizadas pelos servidores.

Como parte das medidas judiciais, foi determinado o bloqueio de quase R$ 90 milhões em contas ligadas ao PicPay e à Associação dos Servidores Públicos do Distrito Federal.

Os investigados poderão responder por crimes contra a economia popular, publicidade enganosa nas relações de consumo, inserção e alteração de dados em sistemas da administração pública, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A operação segue em andamento e o caso continua sob investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

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