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Contagem utiliza drones para reforçar combate à dengue e outras arboviroses

A iniciativa busca fortalecer as estratégias de prevenção à dengue, zika e chikungunya por meio do uso de tecnologia para monitoramento de áreas de difícil acesso

17/06/2026 às 13h07 Atualizada em 17/06/2026 às 13h11
Por: João Vitor Viana
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Fábio Silva/PMC
Fábio Silva/PMC

A Prefeitura de Contagem realizou, no início da semana, uma ação de combate às arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos, carrapatos e outros artrópodes) na região da Sede com o apoio de drones para identificação de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. A iniciativa busca fortalecer as estratégias de prevenção à dengue, zika e chikungunya por meio do uso de tecnologia para monitoramento de áreas de difícil acesso.

Durante a operação, o equipamento sobrevoou 29 quarteirões e cerca de 1.300 imóveis, permitindo o mapeamento de locais com potencial risco para a proliferação do mosquito. Entre as situações identificadas estavam piscinas sem manutenção adequada, caixas d’água destampadas, lajes com acúmulo de água e outros recipientes propícios à reprodução do vetor.

As imagens captadas e os relatórios gerados são analisados pelas equipes técnicas da Secretaria Municipal de Saúde, que realizam visitas direcionadas aos imóveis apontados pelo levantamento. O objetivo é orientar os moradores sobre as medidas necessárias para eliminar os focos e evitar a propagação das doenças.

O prefeito Ricardo Faria destacou que a tecnologia tem contribuído para tornar as ações de saúde pública mais eficientes. Segundo ele, o uso dos drones permite otimizar o trabalho das equipes e ampliar a capacidade de monitoramento do município, garantindo mais agilidade e segurança para os agentes de endemias.

A secretária municipal de Saúde, Taciana Malheiros, ressaltou que o sucesso das ações também depende da participação da população. Ela reforçou a importância de eliminar recipientes que possam acumular água parada, além de manter a limpeza frequente de bebedouros de animais e outros espaços que possam servir de criadouro para o mosquito.

Responsável pela empresa Techdengue, parceira da ação, Renato Ferreira explicou que a tecnologia utilizada respeita a privacidade dos moradores. De acordo com ele, as imagens são tratadas de forma a impedir a identificação de pessoas, sendo utilizadas exclusivamente para auxiliar as estratégias de promoção e proteção da saúde pública.

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