
A Gerais Saneamento S.A., empresa controlada pelo grupo Equatorial, foi escolhida como investidora de referência no processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A informação foi divulgada pela estatal na quarta-feira (3), último dia para a apresentação de propostas de compra de ações da companhia.
Segundo comunicado da Copasa, a proposta vencedora prevê investimento de R$ 49,03 por ação na etapa de alocação prioritária, o que representa aproximadamente R$ 5,59 bilhões pela totalidade das ações ofertadas nessa fase. Com a operação, a Equatorial poderá alcançar uma participação de até 30% no capital da empresa.
Além da oferta principal, a Gerais Saneamento manifestou interesse em realizar uma alocação adicional de recursos. Com isso, o montante total investido poderá chegar a cerca de R$ 7,9 bilhões, considerando todas as ações da oferta primária previstas no processo.
A Equatorial Energia é uma das maiores holdings de infraestrutura do país, com atuação nos setores de energia elétrica e saneamento básico. Atualmente, a companhia controla distribuidoras de energia em diversos estados brasileiros e já possui experiência em processos de desestatização do setor de saneamento.
Em 2024, o grupo venceu o processo de privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), tornando-se acionista de referência da empresa paulista.
O modelo adotado para a privatização da Copasa segue uma estrutura semelhante à utilizada na Sabesp. A proposta prevê a redução da participação do Governo de Minas Gerais na companhia, atualmente detentor de 50,03% das ações, e a entrada de um investidor estratégico responsável por apoiar a gestão e os investimentos futuros da empresa.
O processo faz parte da estratégia do governo estadual de ampliar a capacidade de investimentos da companhia e acelerar projetos voltados à expansão dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto em Minas Gerais.
As próximas etapas da operação incluem a conclusão da oferta de ações e os procedimentos regulatórios necessários para formalizar a entrada da Equatorial como investidora de referência da Copasa.
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