
As micro e pequenas empresas continuam sendo as maiores responsáveis pela geração de empregos em Minas Gerais, mesmo diante da desaceleração econômica registrada no início de 2026.
Segundo levantamento do Sebrae Minas com base nos dados do Caged, os pequenos negócios foram responsáveis por 35.114 das 69.163 vagas formais criadas no estado durante o primeiro trimestre deste ano.
O número representa 50,7% de todos os empregos gerados em Minas Gerais no período.
Apesar do saldo positivo, os dados mostram queda em relação ao mesmo período de 2025, quando o estado registrou 75.896 novos postos de trabalho, sendo 43.369 deles criados por micro e pequenas empresas.
Especialistas apontam que o cenário econômico mais restritivo já começa a impactar diretamente o mercado de trabalho.
Segundo a analista do Sebrae Minas, Bárbara Castro, fatores como juros elevados, crédito mais caro e maior cautela no consumo têm reduzido o ritmo de contratação dos pequenos empreendimentos.
A expectativa é de que a desaceleração continue ao longo do restante do ano.
Entre os setores que mais contrataram no primeiro trimestre estão os serviços e a agropecuária.
Somente o setor de serviços foi responsável por cerca de 17,5 mil vagas em março, enquanto o agro gerou 9.783 empregos formais no período.
Os jovens entre 18 e 24 anos lideraram as admissões feitas pelas micro e pequenas empresas mineiras.
Segundo o levantamento, 66,8% dos contratados possuem ensino médio completo.
O estudo também aponta que o salário médio de admissão em Minas ficou em R$ 2.106, valor abaixo da média salarial registrada nos desligamentos.
Mesmo diante do cenário mais cauteloso, o Sebrae avalia que as micro e pequenas empresas continuam sendo fundamentais para a sustentação do emprego e da atividade econômica em Minas Gerais.
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