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MG descarta risco de surto de hantavirose após casos em cruzeiro

Secretaria de Saúde afirma que cepa brasileira não é transmitida entre humanos; Estado registrou uma morte pela doença em 2026

12/05/2026 às 10h26
Por: Cristiane Cirilo
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Isabela Ferreira / Funed
Isabela Ferreira / Funed

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) descartou nesta terça-feira (12) o risco de um surto de hantavirose no estado. O tema voltou ao debate público após a Organização Mundial da Saúde (OMS) passar a monitorar uma investigação de transmissão do vírus entre passageiros de um navio de cruzeiro no Atlântico Sul.

Segundo a pasta, o cenário em Minas é distinto do observado no incidente marítimo. A cepa do vírus identificada no Brasil é transmitida exclusivamente pelo contato direto com secreções de roedores silvestres, sem registro de contágio entre pessoas.

"Não há motivo para alarme. O vírus circula em roedores silvestres, especialmente em áreas rurais. São casos isolados", afirmou o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

Apesar da baixa incidência, a doença preocupa as autoridades sanitárias pela sua alta letalidade. Em 2026, Minas Gerais registrou um caso confirmado da doença, em fevereiro. O paciente, um homem de 46 anos morador de Carmo do Paranaíba (Alto Paranaíba), morreu após histórico de contato com roedores em lavouras e paióis.

O histórico recente do estado aponta para a manutenção de registros pontuais: 2024: 8 casos confirmados e 4 óbitos, 2025: 6 casos confirmados e 4 óbitos e 2026 (até maio): 1 caso confirmado e 1 óbito.

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Eduardo Prosdocimi, destaca que Minas mantém estratégias permanentes de monitoramento. Em 2024, o estado foi pioneiro ao sediar treinamentos práticos de investigação de zoonoses com foco em hantavirose e peste.

A principal via de infecção é a inalação de poeira contaminada por urina, fezes ou saliva de ratos do campo. Por isso, a orientação principal é voltada ao manejo de ambientes rurais.

Principais recomendações de prevenção:

- Limpeza: Nunca varrer locais fechados (como paióis ou galpões) a seco. Deve-se ventilar o ambiente primeiro e umedecer o chão antes de limpar;

- Armazenamento: Manter grãos e rações animais em recipientes hermeticamente fechados para não atrair roedores;

- Entorno: Evitar o acúmulo de entulho ou plantações muito próximas às residências.

Os sinais iniciais da hantavirose assemelham-se aos de uma gripe forte: febre, dores no corpo e dor de cabeça. Em quadros graves, o paciente apresenta tosse seca e intensa dificuldade respiratória. Não existe vacina nem tratamento específico para a doença, o que torna o diagnóstico precoce e o suporte hospitalar essenciais para a sobrevivência.

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