
Passageiros e tripulantes do navio MV Hondius começaram a deixar a embarcação neste domingo (10), quase um mês após o registro de um surto de hantavírus a bordo. O navio está atracado no porto de Granadilla, na ilha de Tenerife.
Os primeiros a desembarcar foram 13 passageiros espanhóis e um integrante da tripulação. A operação contou com equipes de emergência e protocolos sanitários rigorosos, incluindo o uso obrigatório de trajes de proteção.
Após deixarem o porto, os passageiros foram levados ao Aeroporto de Tenerife Sul e seguiram em avião militar para Madri, onde passaram a cumprir quarentena hospitalar.
Na sequência, um grupo de turistas franceses também foi retirado do navio. Durante o voo para Paris, um dos passageiros apresentou sintomas associados ao hantavírus.
Segundo a empresa Oceanwide Expeditions, responsável pelo cruzeiro, o navio transportava 102 passageiros e 47 tripulantes de diferentes nacionalidades. A retirada dos ocupantes está sendo feita gradualmente, conforme a disponibilidade de voos de repatriação.
A operação segue orientações da Organização Mundial da Saúde e deve continuar até esta segunda-feira (11). Após o desembarque da maior parte dos passageiros, o navio seguirá para Rotterdam.
Até o momento, a OMS confirmou seis casos da doença relacionados à viagem, incluindo três mortes. Outros dois casos seguem em análise.
O cruzeiro partiu de Ushuaia no início de abril. O primeiro passageiro morreu ainda durante a viagem. Dias depois, a esposa dele também faleceu após desembarcar na ilha de Santa Helena. Uma terceira morte foi registrada em 2 de maio.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores e pode causar febre, dores no corpo, dificuldade respiratória e cansaço intenso. Em situações raras, a transmissão pode ocorrer entre pessoas por contato muito próximo com secreções respiratórias.
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