
Um segundo caso de hantavírus foi confirmado entre passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius, que saiu da Argentina e seguia viagem para Cabo Verde. A paciente é uma mulher alemã que morreu durante a viagem.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao menos seis casos suspeitos da doença foram registrados até esta segunda-feira (4), incluindo três mortes.
O primeiro caso confirmado é de um britânico de 69 anos, que foi retirado da embarcação e encaminhado para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Joanesburgo, na África do Sul.
O navio transporta cerca de 150 pessoas entre passageiros e tripulantes e permanece retido próximo a Cabo Verde como medida preventiva adotada pelas autoridades locais.
De acordo com autoridades de saúde e com o Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda (RIVM), ainda não há confirmação sobre a origem exata do surto dentro da embarcação.
A principal hipótese investigada é a contaminação por partículas de urina, saliva ou fezes de roedores infectados. Especialistas também analisam a possibilidade de exposição ao vírus durante paradas realizadas na América do Sul.
O hantavírus pode provocar doenças respiratórias graves e, em alguns casos, fatais. A transmissão entre humanos é considerada rara, mas já foi registrada anteriormente em países como Argentina e Chile.
A operadora Oceanwide Expeditions informou que passageiros foram orientados a permanecer dentro das cabines como medida preventiva para reduzir possíveis riscos de disseminação.
A Organização Mundial da Saúde afirmou que o risco para a população em geral é considerado baixo e informou que não há recomendação de restrições de viagem neste momento.
O MV Hondius iniciou a viagem em Ushuaia, na Argentina, em março deste ano, em uma expedição turística pela Antártica e Atlântico Sul.
Mín. 16° Máx. 26°