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BH aposta em plano para despoluir Pampulha e liberar esportes náuticos até 2028

Prefeitura diz que conjunto de ações estruturais e novas tecnologias pode levar Lagoa da Pampulha ao nível 2 de qualidade da água até o fim da gestão

30/04/2026 às 10h17
Por: Cristiane Cirilo
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Unimed
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Belo Horizonte aposta em um “plano definitivo” para avançar na despoluição da Lagoa da Pampulha e atingir o nível 2 de qualidade da água até o fim da atual gestão municipal. A meta, segundo a Prefeitura, é permitir a prática de esportes náuticos e transformar a experiência de moradores e turistas até 2028.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, João Paulo Menna Barreto, o projeto reúne um conjunto de medidas estruturais, tecnológicas e de gestão voltadas à recuperação da lagoa, considerada um dos principais cartões-postais da capital.

O plano prevê ações como o bloqueio do lançamento de esgoto in natura nos córregos que deságuam na Pampulha especialmente o Ressaca e o Sarandi, além da ampliação do tratamento de efluentes antes da chegada à lagoa. O tema está inserido nas discussões sobre a renovação do contrato com a Copasa.

Outro eixo da estratégia é o desassoreamento da lagoa, com retirada de sedimentos e resíduos acumulados ao longo dos anos. A responsabilidade pela execução da etapa será da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em mudança de atribuição que antes era da Secretaria de Obras.

Segundo a prefeitura, o plano também se apoia na busca por tecnologias nacionais e internacionais capazes de melhorar indicadores como qualidade da água, transparência e odor. Equipes técnicas da gestão já realizaram visitas a países como China e França para conhecer experiências de recuperação de corpos d’água.

O município pretende lançar ainda um edital para que empresas apresentem soluções de despoluição, com expectativa de definição da tecnologia mais adequada nos próximos meses. O processo deverá contar com análise de órgãos ambientais, consultorias e participação da sociedade civil.

Além da recuperação ambiental, o projeto inclui estudos para exploração econômica e turística do entorno da Pampulha por meio de concessões e parcerias público-privadas (PPPs). A proposta envolve o uso da orla para atividades de lazer, gastronomia e esportes, além do espelho d’água para navegação e práticas náuticas.

O Conjunto Moderno da Pampulha, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, também integra o planejamento. Segundo a Prefeitura, qualquer intervenção seguirá regras de preservação e será acompanhada por grupos técnicos e órgãos municipais.

A administração afirma que o objetivo central é transformar a Pampulha em um espaço plenamente recuperado, com melhoria ambiental contínua e maior integração com atividades urbanas, turísticas e esportivas.

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