
O clima esquentou na manhã desta segunda-feira (20) em frente à sede do SAMU, no bairro Coração Eucarístico, na região noroeste da capital. Os profissionais que lidam diariamente na linha de frente do socorro em Belo Horizonte, cruzaram os braços momentaneamente para protestar contra uma decisão da prefeitura que pode enxugar o número de técnicos e enfermeiros nas ambulâncias.
O movimento acontece após a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte de não renovar os contratos de profissionais admitidos durante a pandemia e de reestruturar o quadro de atendimento. Atualmente, as viaturas operam com dois técnicos de enfermagem e um condutor, mas a proposta em discussão prevê a redução para apenas um técnico por equipe.
A possibilidade de mudança gerou insatisfação entre os profissionais da área, que avaliam os impactos diretos no atendimento à população. Segundo representantes da categoria, a diminuição do número de trabalhadores por ambulância pode comprometer a agilidade nas ocorrências e a qualidade do suporte prestado em situações de emergência.
As entidades que representam os trabalhadores da saúde também demonstraram preocupação com a medida, destacando o risco de sobrecarga das equipes e possíveis prejuízos no funcionamento do serviço.
Outro ponto de crítica envolve o desligamento de funcionários, o que, na avaliação dos manifestantes, contribui para o cenário de instabilidade enfrentado pelo setor.
Em resposta, a administração municipal informou que a readequação segue diretrizes estabelecidas em âmbito federal e garantiu que não haverá redução na quantidade de ambulâncias em circulação. A Prefeitura também afirmou que o atendimento continuará sendo prestado normalmente.
O protesto evidencia o embate entre os profissionais do Samu e o poder público diante das mudanças propostas para o sistema de urgência e emergência na capital mineira.
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