
Minas Gerais realizou 253 transplantes de órgãos nos primeiros meses de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. O rim segue como o órgão com maior número de procedimentos, com 182 transplantes realizados até 17 de abril.
Apesar dos avanços, a demanda continua elevada. Ao todo, 4.448 pessoas aguardam por um transplante no estado, que possui a segunda maior fila do país, atrás apenas de São Paulo. Desse total, 4.220 pacientes esperam por um rim.
A lista de espera também inclui 117 pessoas que necessitam de fígado, 33 de coração, 70 de transplante duplo de pâncreas e rim, além de pacientes à espera de pulmão e pâncreas. No caso das córneas, 4.714 pessoas estão na fila, enquanto 354 transplantes já foram realizados neste ano.
O processo de distribuição segue o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que regula e monitora a fila única em todo o país, válida para pacientes do SUS e da rede privada. A ordem de atendimento é definida por critérios técnicos, como compatibilidade sanguínea, peso, altura, gravidade do quadro e compatibilidade genética.
Em casos de prioridade, pacientes em estado crítico podem ser atendidos fora da ordem cronológica, como em situações de risco de morte ou falência de órgãos vitais.
Além dos dados, casos recentes reforçam a importância da doação de órgãos. Uma situação que ganhou repercussão foi a de uma jovem paciente que recebeu um transplante cardíaco após anos de espera e teve sua história compartilhada nas redes sociais, destacando o impacto do gesto de solidariedade.
A campanha de conscientização sobre doação segue sendo apontada por especialistas como essencial para reduzir a fila e salvar vidas, já que cada doador pode beneficiar múltiplos pacientes.
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