
Minas Gerais registra aumento expressivo de doenças respiratórias em 2026, com avanço nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), influenza e covid-19.
Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) apontam mais de 6 mil notificações da síndrome com hospitalização apenas neste ano, enquanto especialistas alertam que o pico de atendimentos deve ocorrer nas próximas semanas, pressionando os serviços de saúde, especialmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com a SES-MG, até março foram registradas 6.189 notificações de SRAG com necessidade de internação no estado.
Desse total, 323 casos foram confirmados para covid-19, 250 para influenza e 120 para vírus sincicial respiratório (VSR). Ao todo, foram contabilizadas 295 mortes por SRAG, sendo 47 por covid-19, 16 por influenza e uma por VSR.
Dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) indicam que o índice de exames positivos para vírus respiratórios chegou a 20,2% no início de março de 2026, sinalizando que a temporada de circulação viral começou mais cedo em todo o país.
Na capital, Belo Horizonte, o impacto já é sentido na rede de saúde. Segundo a prefeitura, foram registrados cerca de 107 mil atendimentos relacionados a doenças respiratórias e mais de 3,7 mil solicitações de internação neste ano.
Especialistas explicam que o aumento dos casos está associado a fatores sazonais típicos do outono, como a queda nas temperaturas, o tempo seco e a maior permanência em ambientes fechados, condições que favorecem a transmissão de vírus respiratórios.
Em coletiva realizada no dia 1º de abril, o secretário de estado de Saúde, Fábio Baccheretti, afirmou que o pico de atendimentos nos serviços de urgência e emergência deve ocorrer no próximo mês.
O governo de Minas Gerais informou que monitora a evolução dos casos e presta apoio aos municípios. Já a Prefeitura de Belo Horizonte destacou que acompanha a situação diariamente, classifica o aumento como sazonal e afirma que, até o momento, não há pressão assistencial na rede.
A vacinação segue como principal medida de prevenção, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
Autoridades de saúde também recomendam cuidados como higienização frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas e evitar aglomerações em ambientes fechados.
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