
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8), uma operação contra um esquema de fraudes no sistema previdenciário.
Batizada de operação Recidiva, a ação investiga um grupo suspeito de inserir vínculos empregatícios falsos para obter benefícios indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social.
Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária. As ordens judiciais são executadas nas cidades de São Luís, Barreirinhas, Tutóia e Parnaíba.
Segundo a PF, a investigação é um desdobramento de outra operação realizada em 2025. O grupo, formado principalmente por contadores, inseria vínculos de trabalho inexistentes no sistema “SEFIP/Conectividade Social”, utilizado para envio de informações à Previdência. O objetivo era viabilizar a concessão fraudulenta de benefícios previdenciários.
Nesta fase, os investigadores apuram a atuação de intermediários responsáveis por atrair pessoas interessadas no esquema, além de advogados que teriam atuado para facilitar a liberação dos benefícios.
De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, o prejuízo estimado com pelo menos 50 benefícios já identificados chega a R$ 4,6 milhões.
A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do bloqueio de valores e do arresto de bens.
Os suspeitos poderão responder por crimes como estelionato contra o INSS, associação criminosa, falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de identidade falsa, inserção de dados falsos em sistema oficial e lavagem de dinheiro.
A operação conta com apoio do Ministério da Previdência Social e de setores de inteligência do próprio INSS.
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