
Minas Gerais aparece na liderança nacional da nova atualização da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo governo federal nesta segunda-feira (6).
O cadastro inclui 169 novos empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão, entre eles o cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD.
Ao todo, 35 empregadores estão vinculados a ocorrências em Minas, número mais alto entre os estados. Na sequência aparecem São Paulo (20), Bahia (17) e Paraíba (17). Os dados consideram casos registrados entre 2020 e 2025, em 22 unidades da federação.
A “lista suja” é um documento público atualizado duas vezes por ano pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A inclusão ocorre somente após a conclusão de processo administrativo, sem possibilidade de recurso. Os nomes permanecem no cadastro por dois anos e só são retirados após regularização das irregularidades e ausência de reincidência.
Dos 169 novos registros, 102 são pessoas físicas e 67 são empresas. As atividades econômicas com maior número de inclusões foram:
-Serviços domésticos (23 casos)
-Criação de bovinos para corte (18)
-Cultivo de café (12)
-Construção de edifícios (10)
-Preparação de terreno, cultivo e colheita (6)
Segundo o levantamento, os casos adicionados nesta atualização resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em condições degradantes ou de exploração.
Com a nova atualização, o cadastro reúne cerca de 613 empregadores. Ao mesmo tempo, 225 nomes foram excluídos por terem completado o período de dois anos exigido sem novos registros.
A divulgação da lista tem como objetivo dar transparência às ações de fiscalização e combater o trabalho análogo à escravidão no país, prática que ainda persiste em diferentes setores da economia brasileira.
Acesse a lista atualizada AQUI.
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