
O Governo de Minas Gerais apresenta, nesta semana, o Plano Estadual de Hidrogênio de Baixa Emissão, iniciativa que estabelece diretrizes para ampliar o uso de fontes energéticas mais limpas e avançar no processo de descarbonização da economia.
Elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, o documento integra as metas do Plano de Ação Climática de Minas Gerais, com foco na redução da emissão de carbono e no aumento da eficiência energética, especialmente no setor industrial.
O hidrogênio de baixa emissão é considerado uma alternativa estratégica para a transição energética, com potencial de aplicação em áreas como transporte, indústria e armazenamento de energia. A tecnologia permite, por exemplo, o aproveitamento de fontes renováveis, como energia solar e eólica, evitando desperdícios e ampliando a capacidade de armazenamento.
O plano também destaca o potencial de Minas Gerais para se consolidar como referência no setor, impulsionado pela diversidade econômica, pela presença de instituições de ensino e pela capacidade de geração de energia renovável.
Entre os segmentos que podem ser diretamente beneficiados estão a siderurgia, a mineração, o transporte e a produção de fertilizantes.
Na indústria siderúrgica, o hidrogênio surge como alternativa aos combustíveis fósseis, podendo reduzir significativamente a emissão de dióxido de carbono. Já na mineração, a substituição do diesel por fontes mais limpas pode contribuir para diminuir o impacto ambiental das operações.
A iniciativa também prevê investimentos em pesquisa, desenvolvimento, inovação e qualificação profissional, visando estruturar uma cadeia produtiva voltada ao hidrogênio de baixa emissão no estado.
Minas Gerais já possui histórico de atuação no tema. Em 2021, o estado foi o primeiro ente subnacional da América Latina a aderir à campanha global Race to Zero, que busca zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050.
Outras iniciativas, como a Rota da Descarbonização, também reforçam o compromisso com a atração de investimentos sustentáveis, a geração de empregos verdes e o fortalecimento da competitividade econômica.
Com o novo plano, o estado avança na construção de um modelo energético mais limpo, alinhado às tendências globais e às demandas por desenvolvimento sustentável.
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