
Especialistas e autoridades discutem o fortalecimento da rede de proteção a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Segundo participantes do encontro, há necessidade de ampliar a integração entre instituições e melhorar a capacitação dos profissionais que atuam no atendimento às vítimas, diante de falhas identificadas no sistema atual.
A audiência reúne representantes do Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e conselhos tutelares, com foco na construção de soluções para garantir a proteção integral.
Entre as propostas apresentadas está a criação de um Comitê de Gestão Colegiada, voltado à articulação entre órgãos e à qualificação do atendimento, incluindo práticas de escuta protegida.
Relatos apontam dificuldades no acompanhamento psicológico de vítimas e falta de estrutura adequada em parte da rede de atendimento.
Dados apresentados indicam mais de 4 mil casos de estupro de vulnerável em Minas Gerais entre 2025 e 2026, com registros também na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Participantes destacam que parte significativa dos casos ocorre dentro do ambiente familiar, o que amplia a complexidade do enfrentamento.
A avaliação dos especialistas é de que a efetivação da proteção à infância depende de investimentos em estrutura, qualificação e políticas de prevenção.
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