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Justiça nega recurso e determina retorno do goleiro Bruno Fernandes à prisão

Ex-jogador é considerado foragido desde o início de março após descumprir condições judiciais

24/03/2026 às 10h59
Por: Cristiane Cirilo
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foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

A Justiça do Rio de Janeiro negou um recurso da defesa do goleiro Bruno Fernandes e manteve a decisão que determina o retorno dele à prisão em regime semiaberto. O ex-jogador é considerado foragido desde o dia 5 de março, quando teve a liberdade revogada.

A decisão foi assinada pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega, da Vara de Execuções Penais. Segundo o magistrado, não há irregularidades na determinação anterior e eventuais questionamentos da defesa devem ser feitos por meio de recurso apropriado, e não por embargos de declaração (instrumento utilizado pelos advogados e rejeitado pela Justiça).

Com isso, segue válida a ordem para que Bruno volte a cumprir pena no regime semiaberto, que, no estado do Rio, deve ocorrer em unidade prisional, salvo autorização específica.

A regressão do benefício foi motivada pelo descumprimento de condições impostas pela Justiça. Entre elas, a proibição de deixar o estado sem autorização e a obrigatoriedade de recolhimento noturno.

De acordo com as investigações, o ex-goleiro viajou ao Acre para atuar por um clube local sem permissão judicial e participou de atividades noturnas, o que contraria as regras do regime.

O Ministério Público chegou a pedir a regressão para o regime fechado, alegando reiteradas violações, mas a Justiça optou apenas pela revogação do livramento condicional e retorno ao semiaberto.

Após não se apresentar voluntariamente, Bruno Fernandes passou a ser considerado foragido. A Polícia Civil do Rio de Janeiro incluiu o nome do ex-jogador na lista de procurados e divulgou um cartaz pedindo apoio da população para localizá-lo.

Condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver, Bruno cumpria pena em liberdade condicional até a revogação do benefício.

Até o momento, a defesa do ex-goleiro não se manifestou sobre a decisão mais recente.

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