
Os preços internacionais do petróleo registraram queda nesta segunda-feira (5) após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. O movimento do mercado ocorreu após o anúncio de Washington de que pretende atuar diretamente na exploração dos recursos petrolíferos venezuelanos, país que concentra as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.
Por volta das 9h05 (horário de Greenwich), o barril do petróleo Brent, referência no mercado europeu, apresentava recuo de 1,12%, sendo negociado a cerca de 60 dólares. Já o petróleo West Texas Intermediate, referência nos Estados Unidos, registrava queda de 1,22%, com o barril cotado pouco acima de 56 dólares, refletindo a reação imediata dos investidores ao novo cenário geopolítico.
Analistas avaliam que a redução dos preços está associada à percepção de que o risco de um embargo prolongado às exportações venezuelanas diminuiu. Com a mudança no comando político do país e o sinal de aproximação entre Caracas e Washington, cresce a expectativa de que o petróleo venezuelano volte a circular com menos restrições no mercado internacional.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou no domingo estar disposta a dialogar com o governo norte-americano e defendeu uma relação baseada em equilíbrio e respeito mútuo. A sinalização foi interpretada por agentes financeiros como um fator adicional de estabilidade no curto prazo.
Apesar de deter vastas reservas, a Venezuela atualmente produz cerca de um milhão de barris por dia, volume considerado baixo em comparação ao seu potencial. Especialistas do setor energético ressaltam que a recuperação significativa da produção depende de investimentos de grande porte, além de tempo para a reestruturação da infraestrutura petrolífera, o que indica que eventuais impactos mais profundos no mercado global devem ocorrer apenas no médio e longo prazo.
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