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Delegada ligada ao caso Laudemir tem licença médica prorrogada e chegará a 180 dias afastada

Ana Paula Lamego Balbino, esposa do acusado Renê Júnior, seguirá fora das funções por mais 60 dias e deve retornar apenas em fevereiro de 2026

11/12/2025 às 10h00
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Reprodução redes sociais
Foto: Reprodução redes sociais

A delegada Ana Paula Lamego Balbino, esposa de Renê da Silva Nogueira Júnior — acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes — teve seu afastamento médico prorrogado por mais 60 dias, alcançando um total de 180 dias fora das atividades. A nova extensão da licença foi publicada nesta quinta-feira (11/12) e estabelece que o retorno dela está previsto para 9 de fevereiro de 2026, salvo nova prorrogação.

De acordo com o Hospital da Polícia Civil, a licença passa a valer a partir desta quinta-feira. Mesmo afastada, a delegada segue recebendo sua remuneração. Em outubro, Ana Paula recebeu R$ 25,4 mil brutos, com vencimentos líquidos de R$ 17,8 mil. Somados os seis meses de afastamento, ela deverá receber mais de R$ 110 mil.

O primeiro pedido de licença foi apresentado em 13 de agosto, dois dias após o assassinato de Laudemir. Renê Júnior, que inicialmente confessou o crime, mudou sua versão ao longo das investigações e agora nega a autoria, sugerindo que o homicídio possa ter sido cometido por integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) no Cabana do Pai Tomás. Em entrevista concedida a Roberto Cabrini, Renê afirmou estar magoado pela ausência da esposa durante o período em que está preso e chegou a questionar a situação do relacionamento entre ambos.

O caso segue em investigação, com novas diligências e depoimentos em andamento.

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