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Detento é alvo de atentado após deixar penitenciária em Ribeirão das Neves

Homem de 27 anos e a esposa foram baleados minutos depois da saída temporária; polícia investiga crime como acerto de contas

07/11/2025 às 13h00
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um homem de 27 anos foi baleado na tarde desta quinta-feira (6/11), pouco depois de ser liberado da Penitenciária Público-Privada (PPP) de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Polícia Militar informou que o ataque aconteceu minutos após o detento sair da unidade prisional, quando seguia com a esposa, a mãe e a filha em um carro de aplicativo.

De acordo com o motorista do veículo, o grupo deixava o complexo e se dirigia à BR-040 quando foi interceptado por um Renault Sandero prata. Um homem encapuzado desceu do carro e disparou várias vezes em direção ao automóvel. O condutor fez uma manobra de retorno e conseguiu voltar para dentro do complexo prisional, onde pediu ajuda aos agentes penitenciários.

O detento e a esposa foram atingidos e socorridos ao Hospital São Judas Tadeu, em Ribeirão das Neves. A mulher foi atingida de raspão, enquanto o homem apresentava ferimentos mais graves. Ele contou à polícia que esta era a primeira vez que participava da saída temporária.

A perícia da Polícia Civil esteve no local e recolheu dez cápsulas deflagradas de munição. Durante as investigações, os policiais constataram que o veículo utilizado pelos atiradores tinha placa clonada. O carro foi abandonado pouco depois do crime, e os suspeitos fugiram.

O motorista de aplicativo relatou que havia sido contratado para levar o preso até Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e que receberia R$ 480 pelo serviço. Ainda segundo ele, o ataque foi repentino e ocorreu antes mesmo de acessar a rodovia.

De acordo com a PM, o detento possui mais de 30 passagens policiais, incluindo crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma, receptação, ameaça e lesão corporal. A polícia trabalha com a hipótese de que o atentado possa estar ligado a um acerto de contas relacionado ao passado criminal da vítima.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, que busca identificar os autores e a motivação do crime. Até o momento, ninguém foi preso.

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