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Lutador de Jiu-Jitsu é preso após quebrar perna de policial militar em academia de BH

Confusão teve início após denúncia de assédio envolvendo a esposa do atleta; versões divergem e caso é investigado pela Polícia Civil

07/11/2025 às 11h30
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um lutador de Jiu-Jitsu de 29 anos foi preso na noite desta quinta-feira (6) após quebrar a perna de um sargento da Polícia Militar, de 49 anos, durante uma briga em uma academia localizada na Região Norte de Belo Horizonte. O episódio, registrado em boletim de ocorrência, teve como ponto de partida uma denúncia de assédio envolvendo a esposa do lutador, que também estava no local.

De acordo com o relato do policial, ele estava de folga e treinava acompanhado da filha quando foi surpreendido pelo lutador, que o atacou com um golpe de artes marciais, provocando uma fratura no fêmur. O militar afirmou não entender o motivo da agressão e negou qualquer atitude inadequada dentro da academia.

Já o lutador apresentou uma versão diferente. Ele contou que, enquanto se afastou por alguns instantes para beber água, percebeu o policial filmando sua esposa com o celular enquanto ela fazia exercícios de agachamento diante do espelho. Ao retornar, o atleta teria questionado o comportamento do homem e informado que a mulher filmada era sua esposa.

Segundo o boletim, o sargento pediu desculpas e afirmou não saber que a mulher era casada. Mesmo assim, o lutador procurou os funcionários da academia para relatar o episódio. Durante a discussão que se seguiu, ele aplicou um golpe de rasteira, que derrubou o policial e causou a lesão. O lutador afirmou ainda que o militar apagou as imagens do celular enquanto estava caído no chão.

O sargento foi socorrido e encaminhado ao Hospital Belo Horizonte, onde recebeu atendimento médico. O lutador foi detido em flagrante e levado à delegacia de plantão, onde prestou depoimento.

A Polícia Civil informou que vai analisar as imagens das câmeras de segurança da academia para esclarecer o que motivou o confronto e confirmar se houve registro de assédio. O caso será investigado como lesão corporal grave, e novas diligências deverão definir se haverá também indiciamento por importunação sexual.

A direção da academia ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio, mas confirmou que colaborará com as autoridades, fornecendo o material de vídeo solicitado pelos investigadores.

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